segunda-feira, 21 de março de 2016

15 RAZÕES PARA NÃO LEVAR SEU FILHO AO SEAWORLD

1) EDUCAÇÃO  DE MENTIRA
O SeaWorld é um parque de diversões dentro do contexto da vida marinha. A linha principal do discurso deles é a de que atuam na área de educação e pesquisa para conservação das espécies. Sua mera existência na face da terra seria fundamental para que o público possa conhecer melhor sobre os animais marinhos, aprender a amá-los e assim desenvolver a intenção do respeito e da conservação. Um discurso possível, se não fosse o fato de que nos parques as informações dadas pelos funcionários pouco ou nada dizem de verdade sobre a vida selvagem dos animais. "Eles se reduzem a falar como os animais se comportam em cativeiro. Então, afirmam por exemplo que uma Orca vive de 25 a 35 anos, que é o tempo que leva para morrer quando está presa nos tanques. Na natureza, elas chegam a 90 anos." afirma Gabriela Coperthwaite, diretora do aclamado documentário Blackfish, que no ano passado expôs as condutas duvidosas do parque à partir da história de Tilikum, a Orca capturada aos dois anos de idade, presa em uma piscina há mais de 20 anos, que possivelmente por stress, matou três pessoas. Entre elas, sua treinadora. "Não existe nenhum dado que comprove que os visitantes do SeaWorld tenham aumentado o seu nível de conhecimento sobre o tema ou se engajado em campanhas ambientais após a estada no parque", conta Gabriela.


Acredite se quiser: as orcas não levantam humanos e não obedecem apitos em seu habitat natural

2) INVESTIMOS NA PRESERVAÇÃO NÃO SE JUSTIFICAM
O parque alega que parte do dinheiro das bilheterias e da enorme movimentação das lojas e outros estabelecimentos comerciais relacionados à visitação dos animais é destinada à preservação das espécies em habitat natural. E que seus animais cativos seriam "embaixadores" do restante da natureza. Mas os relatórios anuais da empresa apontam que na última década somente 0,001% de seu lucro foi dirigido à conservação ambiental. Susan Davis, pesquisadora da Universidade da Califórnia afirma: "(Os parques SeaWorld) São na verdade um grande Shopping Center. Lojas de objetos, souvenirs, roupas, fotografias personalizadas, restaurantes. É um lugar que por um lado te diz: se você vier aqui, estará fazendo algo legal para o ambiente. É ecologicamente correto. É legal gostar dos animais. E por outro: consumir, consumir, consumir, consumir. É disso que se trata". Sabemos todos que consumismo é a antítese de preservação, correto?



3) MUITOS ANIMAIS DO PARQUE FORAM CAPTURADOS DA NATUREZA
O SeaWorld e tantos outros parques marinhos do mundo começaram negócio na década de sessenta, quando não havia regulamentação para captura de animais marinhos. Portanto, muitos animais em sua coleção foram abduzidos da natureza. No tanque das Orcas, são pelo menos cinco. Conforme as regulamentações foram avançando, os parques mudaram os locais de captura. A captura das Orcas, por exemplo, até a década de 70 era permitida em todas as partes do mundo. SeaWorld foi o pioneiro em retirá-las da natureza para que fossem adestradas para as apresentações ao público, com a precursora Namu (O nome artístico da mãe da Shamu, que hoje é interpretada por mais de 23 orcas, pertencentes ao conglomerado). Com a proibição da captura de cetáceos nos Estados Unidos, eles partiram para capturas no Canadá. E então Holanda. E por último, na Islândia, onde a prática ainda é permitida, à revelia dos direitos universais dos animais. Para entender melhor como eles burlam as regras de captura de animais marinhos, assista à reportagem do Frontline: Whale of a Business, que resume uma trama mundial, que transfere os animais (marinhos, não se esqueçam) por transporte aéreo e terrestre por diversos parques do mundo até que cheguem depois de muitos meses ao SeaWorld sob o status de: animal já cativo. Os embates para sequestro desses animais são grotescos. E aqueles que não são capturados, são mortos. 

Veja nesse link a tristeza que é o covil de captura de cetáceos.

4) O SEAWORLD ESTÁ ASSOCIADO À MATANÇA DE GOLFINHOS NO JAPÃO
Um outro documentário registrou o que muita gente já sabia: a prática esquisitíssima do japoneses da região de Taiji na matança coletiva de golfinhos emboscados anualmente em uma enseada, para captura dos jovens e extração (ilegal) de carne dos seus pais. Muitos golfinhos do SeaWorld são provenientes desse cenário. O parque alega que são golfinhos resgatados da matança, e que o SeaWorld seria responsável por cuidar deles. O estranho é que: os golfinhos sobreviventes são comprados dos pescadores, por quantias perto de 2mil dólares por animal. Ou seja, diferente de resgatados, são mercadoria, o que obviamente estimula a prática de captura. Quando chegam ao parque em tese, deveriam ser reabilitados e devolvidos à natureza, correto? Errado! O "resgate" do SeaWorld limita-se a fazer do animal, um novo prisioneiro da coleção, "O SeaWorld não está disposto a se desfazer de nenhum membro de sua coleção." afirma Brad Andrews, VP de operações zoológicas do SeaWorld na entrevista para o Frontline.

Fica nítido que a compra dos golfinhos "sobreviventes" estimula a prática do massacre e da captura.

5) OS ANIMAIS NASCIDOS EM CATIVEIRO SÃO IGUALMENTE JUDIADOS
O SeaWorld tende a justificar que sua alta tecnologia na reprodução em cativeiro de mamíferos marinhos é responsável pela preservação da espécie. Mas existe uma incoerência enorme quando entendemos que em cativeiro é impossível reconstruir os ritmos e organizações biológicas dos animais. Por exemplo, golfinhos na natureza ficam com suas mães por até cinco anos. Nos parques temáticos do SeaWorld há normalmente um "berçário" onde pode-se ver a mãe recém parida com seu bebê. Um lugar restrito, obviamente. Das duas uma: ou eles mantém mãe e filho juntos por cinco anos em um tanque minúsculo, ou separam a dupla à revelia. O que você acha que anda acontecendo nesses parques? No mais, a reprodução em cativeiro, assim como em uma fazenda, conta com um macho que atua como máquina doadora de sêmen (manualmente extraído pelos treinadores através de masturbação dos animais, treinados para virar e mostrar o falo para coleta do esperma), para inseminação artificial. E em uma ou duas gerações, os animais acabam sendo inseminados por membros da mesma família, o que resulta em uma gama de anomalias genéticas e mutações. Muitas Orcas são inseminadas antes da época natural para procriação, como é o exemplo de Katina, que começou ser usada como incubadora aos 9 anos. Desde então ela pariu seis filhos, sendo um, fertilizado do sêmen de outro filho seu.

"Vicky, morta aos 10 meses por deformação, é filha de Kohana e Keto, duas Orcas da coleção do SeaWorld que estão em demonstração no Loro Parque, em Tenerife. Keto é a orca que matou o treinador Alexis Martinez, mastigando-o e arrastando-o água abaixo. Kohana é sobrinha de Keto e rejeitou Vicky, assim como ela fez com seu primeiro bebê, um macho chamado Adam. O fato de que Kohana, nascida em cativeiro, foi separada da mãe quando ela tinha apenas 19 meses, não deve ter ajudado. Orcas no oceano guardam carinhosamente seus filhotes e as fêmeas jovens ajudam no trato da comunidade inteira." Veja as histórias desses animais aqui.

É isso que queremos para as férias dos nossos filhos, levá-los à um show de dominação, abandono e manipulação genética, ao som de música brega-pop?
Eu confesso que fiquei muito comovida com a história triste desses animais.

6) OS ANIMAIS SÃO ESCRAVOS DO ENTRETENIMENTO
Embora de fato amados, especialmente por seus treinadores, que desenvolvem uma notória relação de afeto e respeito com osm bichos, como não podia deixar de ser: os animais cativos do SeaWorld são escravos. Alguns deles foram capturados da natureza, separados de suas famílias e treinados para fazer os shows performáticos que atraem milhões de turistas. É o caso de Corky, a Shamu do SeaWorld de SanDiego, cuja família ainda livre percorre as águas geladas do nordeste do Canadá. Os estudiosos confirmam que irmãs e possivelmente a mãe de Corky estão vivas. Durante os últimos 40 anos, a orca cativa pelo período mais longo da história esteve girando em círculos em uma piscina e fazendo pulos agendados enquanto sua família nada livre seus mais de 160km por dia em linha reta. Corky foi inseminada inúmeras vezes, e carregou sete gravidezes forçadas. Esteve gestante por dez anos seguidos e nenhum de seus filhos sobreviveu por mais de 46 dias. As duas fêmeas membros do mesmo grupo selvagem Katina e Katsaka foram capturadas em 1978 na Islândia e vendidas para o SeaWorld San Diego. Quatro anos depois, foram separadas quando Katina foi enviada para Orlando onde está até hoje. Assim como Tilikum, já perdeu muitos dentes, pois esfrega compulsivamente a boca nas grades dos tanques, comportamento relacionado ao stress do cativeiro. Katsaka está em San Diego há 30 anos, onde é obrigada a atuar em até oito shows da Shamu por dia. Os animais do SeaWorld e demais circos trabalham todos os dias,e nos momentos de descanso ficam confinados em tanques não maiores que três vezes seu próprio tamanho. É o caso de Morgan, a última Orca capturada da natureza pelo SeaWorld em 2010 sob alegação de resgate e reabilitação, que permanece desde então nas Ilhas Canárias no "abusement park" Loro Parque. Ela é o animal marinho selvagem em piores condições de cativeiro do mundo. Os animais do SeaWorld nunca se aposentam. Só param de trabalhar quando morrem.

Parece bonito aos olhos leigos, mas informação é tudo na vida, né gente? Essa Orca não está feliz. Só está trabalhando, em troca de comida.

7) NADAR COM HUMANOS É RUIM PARA OS ANIMAIS
Estudos científicos da Universidade de Newcastle recentemente comprovaram que a proximidade com os humanos traz malefícios para os golfinhos, como inabilidade de descansar, impossibilidade de cuidar dos filhotes e aumento de stress. Não obstante a qualquer conclusão científica, o SeaWorld não muda suas práticas e continua permitindo que pessoas mergulhem e toquem nos golfinhos no parque Discovery Cove.
"O sorriso do golfinho é a maior enganação da natureza. Cria a ilusão de que eles estão sempre felizes." - Ric O'Barry - Carla Peres e o clã em foto da revista Caras, mais felizes que o golfinho.

8) A VIDA DOS ANIMAIS EM CATIVEIRO É ABREVIADA
Não há cientista ou veterinário no mundo que comprove que animais cativos vivem mais do que animais em seu habitat natural. E no caso dos animais do SeaWorld, muito embora eles afirmem o contrário para o público, não poderia ser diferente.  Hoje o SeaWorld coleciona 23 orcas em seus três parques nos  Estados Unidos e mais 6 animais em Loro Parque, um afiliado em Tenerife.  Houve 31 nascimentos nos parques, dos quais 10 foram natimortos, bem como 10 mataram as mães. Ao todo, 37 orcas morreram no cativeiro do SeaWorld (e mais uma no Loro Parque). Nenhuma das Orcas morreu de velhice. As causas se espalham desde traumas físico severos, gangrena intestinal, hemorragia aguda, pneumonia, abcessos pulmonares, doenças renais crônicas, falhas cardíacas, septicemia e gripe.
Um terço da vida boiando em uma banheira. Outro em treinamento. Outro se apresentando para humanos.

9) A VIDA DOS ANIMAIS EM CATIVEIRO NÃO É SEQUER RESPEITADA
Os animais marinhos do SeaWorld, além de serem obrigados a trabalhar para fazer os shows para os turistas encantados com sua beleza, são privados de um infinito de direitos e atividades de sua cultura instintiva. No caso dos golfinhos (onde se incluem as orcas, que na verdade não são baleias, muito menos assassinas, como foram rotuladas pelo parque na onda do filme "Killer Whale"), existe uma ordem social forte entre as famílias. Na natureza, os machos jamais se separam de suas mães e os bebês fêmeas ficam com elas até a adolescência. A organização dos tanques dos animais em cativeiro não respeita a origem genética das espécies, mistura famílias e separa bebês de acordo com o interesse dos parques. Além disso, os animais são alimentados artificialmente com peixe congelado, processado e recheado de antibióticos para combater as infestações do cativeiro. E doses cavalares de gelatina, que garante  a hidratação especialmente dos cetáceos. Na natureza, esses bichos não bebem a água salgada do mar, e sua fonte de hidratação vem do alimento. Que congelado em um parque, perde essas propriedades. Você já imaginou ser separada da sua mãe, fazer uma apresentação com música estridente de duas a três vezes por dia, comer comida processada e gelatina, ficar presa nadando em círculos por todos os dias de sua vida até que uma doença agonizante a leve embora?

10) OS ANIMAIS PASSAM FOME
Ric O'Barry é o mais famoso treinador de golfinhos do mundo. Foi ele que trouxe ao público a docilidade e companheirismo da espécie com o seriado Flipper, que usava cinco animais para sua execução, mas tinha uma protagonista especial e melhor amiga de Rico: Kathy. Ao fim do seriado, Kathy permaneceu em um tanque no Seaquarium de Miami, que um dia ligou para Ric informando que ela não estava bem. "Eu era tão ignorante quanto podia ser. Noas anos 6 nós não tínhamos o conhecimento que temos sobre esses animais". Quando Ric chegou ao tanque, Kathy nadou até ele, seu seu último suspiro e afundou nas águas. Ric narra que a respiração dos cetáceos é um esforço consciente, e interpreta a asfixia voluntária de Kathy como suicídio. À partir de então, ele passou a defender a liberdade dos animais cativados para entretenimento humano, explicando como isso é feito. A lógica é simples: o que os treinadores chamam de reforço positivo, na realidade trata-se de fome permanente. Os animais nunca estão saciados, e são treinados a fazer qualquer coisa para ganhar sua comida. De que outra forma seria possível fazer que gigantes de mais de 5 toneladas obedecessem humanos em firulas nonsense como beijinhos na boca ou dancinhas esquisitas, se não provando-lhes de comida e recompensando-se comportamento com o mínimo possível para que se mantenham em estado de dependência. "Animais selvagens reduzidos a palhaços de circo", lamenta Ric.
"A civilização de um povo se avalia pela forma que seus animais são tratados." - Humboldt

11) O SEAWORLD SUGERIU MUDAR O FIM DE FREE WILLY
Eu fiquei pasma com essa! Como teria se chamado esse blockbuster dos anos 90 caso a orca Willy não tivesse conseguido pular a barreira de pedra e adentrar o oceano sob os olhos marejados do seu amigo e do público? Don't Free Willy? Pois as produtoras do filme contam uma história bizarra: "A primeira coisa que precisamos fazer para um filme sobre uma Orca, foi encontrar uma Orca. Nossa primeira alternativa? Ir ao SeaWorld, eles estão há anos no negócio de "Orcas"! Eles ficaram muito interessados com o impacto postivo que um filme com valores para a família poderia agregar à sua marca, mas concordaram em participar cedendo animais e locações somente se o final do filme fosse alterado." conta Janie Lew Tugen. "Willy sairia de um parque de diversões pequeno, para um cativeiro maior: o Seaworld", diz Lauren Schule-Donner. A orca escolhida então para atuar no filme foi Keiko, que estava em condições terríveis de maus tratos, em um parque temático no México. Depois do sucesso do filme, a questão dos direitos dos animais mairinhos em cativeiro foi levantada, e a Free Willy Foundation, em um processo de mais de dez anos conseguiu reabilitar e libertar Keiko para seu habitat natural, a Islândia. O bicho, na primeira vez solto depois de ter sido antes dos dois anos de idade sequestrado, nadou reto até a Holanda. Viveu livre por cinco anos, e morreu por causas naturais, perto dos 40 anos. Na época do lançamento de Blackfish, Free Willy completava 20 anos. E nenhuma outra Orca que atuava como atração principal dos parques foi reinstituída na natureza. Hoje, há uma lista de fortes candidatas para reabilitação na natureza, entre elas Tilikum, Morgan e Corky do SeaWorld e Lolita do Seaquarium de Miami.
Conheça a lista de animais cativos enquanto a assessoria do SeaWorld insiste que essa é uma prática ética e boa para a natureza, para os humanos e para os animais.

12) A COMUNIDADE CIENTÍFICA E A OPINIÃO PÚBLICA ESTÃO DE ACORDO.
A primeira grande comoção pública sobre o tema foi o filme Free Willy e sua repercussão, terminando na morte de Keiko em 2003. Muitos outros conteúdos em filmes, documentários, entrevistas, livros e organizações não governamentais foram produzidos desde então. Depois do lançamento de Blackfish, com as tentativas desastradas do SeaWorld para combater essa nova corrente de pensamento, a opinião pública vem se solidificando contra os circos marinhos. Atores, atrizes, cientistas, estudiosos, treinadores de orcas e o público comum vêm percebendo a falta de ética do sistema que se aproveita dos animais para girar uma indústria de lucros imensos. Petições públicas vem crescendo em torno da companhia e seus apoiadores e parceiros. 

13) O SEAWORLD É CONSTANTEMENTE MULTADO E AUTUADO POR INFRAÇÕES EM SEGURANÇA
Isso vale para o público, para os treinadores e para os animais. Em 2012, a falta de proteção dos ralos de um tanque levou à morte por afogamento de um leão marinho. No mesmo ano, a briga de duas orcas de classes diferentes, forçadas a conviver no cativeiro, resultou em morte por hemorragia de uma delas, Kandu, que sangrou na frente do público por 45 minutos até morrer. Em 2013, o SeaWorld citado por violações no código de direitos dos animais, quando um golfinho mordeu a mão de uma criança. O SeaWorld tem mais de 100 casos registrados de agressões de treinadores por Orcas, sendo dois fatais e a maioria durante o horário de visita, na frente do público. Veja o que acontece quando um cetáceo preso numa banheira fica entediado nesse vídeo incrível.

14) COMO TODO PARQUE TEMÁTICO, O SEAWORLD É UMA MEGA CORPORAÇÃO
Estudiosos apontam um boom de parques temáticos, em nível mundial com concentração óbvia nas terras Norte Americanas, nas últimas duas décacas. "Simplesmente porque são máquinas de fazer dinheiro", afirma Susan Davis, da universidade da Califórnia, em sua pesquisa sobre parques temáticos. Não é à toa que o SeaWorld e demais parques temáticos que dependem dos animais para visitação, são radicalmente contra qualquer movimentação que cogite a soltura dos animais, ou no mínimo, a melhora de suas condições, como por exemplo o cancelamento dos shows performáticos e transferência para santuários marítimos, onde possam ser observados, ainda com ingressos, só que mais perto de seu ambiente natural. É uma indústria de 2,2 bilhões de dólares, sem contar a renda em produtos vendidos dentro dos parques. E no caso específico do Seaworld, 70% dos visitantes vão exclusivamente para o show da Shamu. A escravidão dos animais é que movimenta essa indústria. A SeaWorld Parks & Entertainment também é dona dos parques Bush Gardens, Discovery Cove, Sesame Place, Acquatica, Adventure Island e Water Country, além de muitas outras iniciativas.


15) A MELHOR FORMA DE SE MANIFESTAR É NÃO COMPRANDO O INGRESSO
O SeaWorld enfrenta múltiplos processos na justiça. Desde causas dos ativistas em defesa dos animais até as entidades de proteção e segurança no trabalho, que avalia a questão dos animais selvagens em cativeiro do ponto de vista dos tratadores. Depois da morte de Dawn Brancheau pela Orca Tilikum, foi decidido na justiça que não é mais permitido que os cetáceos e os humanos se misturem nos tanques, e apresentações só estão autorizadas com uma barreira física entre eles. Ainda assim, a participação pública é fundamental. Os processos judiciais são morosos e as corporações que sustentam os parques temáticos tem muito dinheiro a despender em sua defesa. À menos que você tenha a intenção de fazer como o PETA (instituição não governamental mundial que luta pelo direito dos animais) que no ano passado comprou uma pequena quantidade de ações do SeaWorld e agora pode participar das agendas de modo a influenciar os acionistas, a melhor arma é o boicote. Simplesmente não vá ao SeaWorld. É aqui que a gente se encontra: porque uma mãe ou pai munidos dessas informações seguiria financiando crueldade e maus tratos contra animais? Que exemplos estamos dando a nossos filhos nesse show de horror em água salgada artificialmente? Simplesmente, não existem razões para levar os filhos ao SeaWorld. Razões para não levar, tem de sobra.
"Há tanto benefício educativo em visitar mamíferos marinhos em cativeiro quanto haveria estudar a espécie humana observando prisioneiros em cárcere solitário." Jacques Cousteau
Fica aqui uma lista de quais são os parques e iniciativas que fazem parte da corporação SeaWorld, para quem curte um boicote.

PARQUES TEMÁTICOS
Discovery Cove
SeaWorld Orlando
SeaWorld San Diego
SeaWorld San Antonio
Busch Gardens Tampa
Busch Gardens Williamsburg
Sesame Place Langhorne
PARQUES AQUÁTICOS
Aquatica by SeaWorld, Orlando
Aquatica by SeaWorld, San Antonio
Aquatica by SeaWorld, San Diego
Adventure Island, Tampa Bay
Water Country USA, Williamsburg
JOGOS E APLICATIVOS
SeaWorld’s Antarctica
SeaWorld Presents Turtle Trek™
SeaWorld: Ruckus Reader
SeaWorld Kids: Ocean Tales
FILMES E TV
Turtle, the Incredible Journey
Sea Rescue
The Wildlife Docs™
Se você tem interesse em entender mais sobre a grave situação dos mamíferos marinhos em cativeiro, veja mais:
Blackfish - Documentário http://blackfishmovie.com/ 
Keiko - The Untold Story http://www.keikotheuntoldstory.com/ 
Lolita - Slave to Entertainment http://www.slavetoentertainment.com/
Frontline: A Whale of a Business http://www.youtube.com/watch?v=D3fZ2dMdtu8
Seaworld of Hurt http://www.seaworldofhurt.com/
The Cove - A Enseada http://www.youtube.com/watch?v=jjMCPMvL8BA 
The Orca Project - https://theorcaproject.wordpress.com/
“Death at SeaWorld: Shamu and the Dark Side of Killer Whales in Captivity” - http://theorcaproject.wordpress.com/2012/01/27/death-at-seaworld/ 
Orca Home (com listagem e fotos individuais da tragetória de cada uma das 54 orcas atualmente em cativeiro) - http://www.orcahome.de/
SeaWorld mantém suas orcas sob efeito de drogas; http://www.buzzfeed.com/justincarissimo/seaworld-puts-its-whales-on-valium-like-drug-documents-show

Fonte: http://mamatraca.com.br

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

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“Ressinto-me de minha rebeldia, de minha revolta gratuita. Sou assim desde pequena, o bebe que não aceitava presilhas no cabelo. Cuja primeira palavra foi um sonoro e pontual: NÃO! Sei que preciso aprender a lidar com as cortinas da vida, mas minha terapia evolui “a passos de formiga e sem vontade”, porque gosto de ir parando no caminho. Eu que já personifiquei admito a minha sensibilidade excêntrica, mas, acima de tudo, a minha ambição espiritual. Gosto de fidelizar sensações e escrevo para dizer que não me canso. Escrevo para afirmar, de forma cansativa, a minha persistência em ser incansável. As palavras que saem de mim não são verdades absolutas, não são teorias cientificas capazes de resolver equações complexas, tampouco trazem a cura de qualquer cólera vagabunda. Não! São sentimentos em ebulição, em busca de uma simbiose qualquer. Para o outro talvez sejam palavras sem a menor inter-relação, mas- para mim- são sangradas da alma. Reagem ao meu entusiasmo, transformam o meu exterior e me eternizam. São minhas estalagmites e estalactites, expressões abstratas que definem e decoram minha caverna interior. Nelas afirmo minha independência, o meu guidão condutor (...)”


                              (Mani Jardim - trecho de A Fresta de Minha Fossa Abissal)  

sábado, 9 de janeiro de 2016


Presente pro meu coração! Alegria das minhas manhãs! Companhia das minhas madrugadas! Amor gostoso de receber! Carinho bom de dar! Te amo, Bilbo Bolseiro.

(Foto: Mani Jardim)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A Era do Espírito


“Tudo é nada. Até que um dia você descobre que aquele nada era seu Tudo”. Questionar a vida, a existência, a dor, a felicidade. Seria a felicidade um intervalo? Seria o sofrimento um desengano? Irrespondíveis (ou não), a verdade é que as emoções são inerentes do homem. Do homem bom e do homem mau. Estar feliz não é o mesmo que permanecer feliz. Mas então qual o sentido deste sentimento tão abrupto e veloz? Não sabemos. O que fica é a consciência de que tudo é passageiro, instantâneo. A felicidade e a tristeza são instantes, o que nos resta é a memória. E o comportamento de que algo incessantemente precisa ser resgatado.

Resgatamos os traumas, os amores, os dias felizes. Ou seja, o que define a vida não são as emoções e sim as lembranças.

Independente da particularidade que traz a busca de cada um, o ser humano é absolutamente complexo. Paradoxalmente carrega o status de original e igual.

Seria esta a Era do Espírito, uma vez que nos posicionamos em um caminhar em que a grande maioria acredita que o cenário atual é verdadeiramente pior do que qualquer outro? Tempos de crise, tempos de estiagem, tempos de revolta coletiva. E agora, o que faremos? Talvez seja este o momento de olhar pra dentro. Um “olhar pra dentro” que transborda. Que alcança o Universo, uma vez que ultrapassa a borda do ego.

Ter menos para gastar ou aprender a conviver com menos? El Niño ou consciência de que precisamos de mais árvores? Estiagem ou respeito ao meio ambiente e abandono do desperdício? Talvez esta seja a era que tanto esperamos. O despertar!

Nós já nos dedicamos à sobrevivência, à guerra, à tecnologia. Mas nós nunca – jamais – estivemos no tempo que se orienta pela prática do “dedicar-se ao espírito, ao todo”. Quem busca uma vida mais saudável, acaba de voltar de uma experiência que só lhe rendeu doenças. Quem olha para os animais com mais compaixão está descobrindo o amor. Quem vive com menos aprende a dominar sua insatisfação. As temperaturas elevadas indicam a necessidade do verde. Visto que as alternativas criadas por meio da tecnologia, como o uso o ar-condicionado, por exemplo, caíram por terra ao indicarem a falta da água como efeito colateral.

A consciência está despertando. Apontando um novo caminho. Um caminho que diz “não” ao desperdício. Um caminho que não dispensa os recursos, o tempo, a vida. Vivamos esta nova e única oportunidade de valorizar!

   (Mani Jardim - trecho de A Fresta de Minha Fossa Abissal) 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

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»» Debaixo desse céu de ideias. Dessa poluição de anseios. Existe um mar que tudo traz e tudo leva. Na correnteza do tempo nada permanece. Tudo flui. Tudo vai e tudo vem. Abre os braços, fecha os olhos e respira fundo. Que a onda que bate no peito traz o salgado saboroso da vida. Se joga, se molha e deixa o sol torar! ««


(Mani Jardim - trecho de A Fresta de Minha Fossa Abissal)