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Trace a sua linha!

Aprenda a ser tolerante, mas não tolere tudo! O limite que você impõe, assume a proteção da sua própria responsabilidade emocional. Não hesite em proteger-se! ( Mani Jardim - trecho de A Fresta de Minha Fossa Abissal )  

Rabiscos

Sinto-me como um equilibrista em seus primeiros meses de treino. Caio, levanto, depois caio novamente. Não é fácil. Na verdade, é bem difícil treinar um novo andar, um andar em duas pernas. O mundo segue, os problemas chegam e ninguém espera você aprender a ser singular. Mas, com o tempo, as luzes apagam e acendem e você começa a gostar mais desse novo estar. Como uma peça de quebra-cabeça que ainda não se encaixou completamente, mas está perfeitamente posicionada no seu vazio ideal, na porta de entrada da sua própria caverna interior! Você olha pra dentro e percebe que, de verdade, você nunca esteve ali. Não assim, tão entregue, tão livre, com tanto tempo pra perder.  Tem tantas coisas para arrumar, mas você caminha aos poucos... Coloca um vaso de flor na janela dos olhos, uma nova toalha na cortina da alma. E assim segue... Com uma felicidade tímida no canto do rosto e uma estranheza gostosa, como quando acaba de desencaixotar a mudança.  Se distrai um pouco e inesp...

A cor laranja...

Tem uma coisa especial na cor laranja. Não sei se é o conforto dos dias mais quentes ou se é o sabor de fruta madura no pé. Já reparou que todas as estações têm uma pincelada especial da cor laranja? Na Primavera, as calêndulas estão por toda parte, conferindo um charme peculiar aos matinhos tímidos das calçadas. Enquanto que o Verão permite um show à parte de raios em cada amanhecer.  As fotografias de Outono trazem o tom laranja contido das folhas secas. Já o Inverno, tão sombrio e trancado, faz a gente tirar do armário abusados casacos cor de abóbora. Dizem por aí que vermelho é a cor da paixão, não sei, mas é a cor laranja que faz vibrar meu coração! ( Mani Jardim - trecho de A Fresta de Minha Fossa Abissal ) 

...

“Ressinto-me de minha rebeldia, de minha revolta gratuita. Sou assim desde pequena, o bebe que não aceitava presilhas no cabelo. Cuja primeira palavra foi um sonoro e pontual: NÃO! Sei que preciso aprender a lidar com as cortinas da vida, mas minha terapia evolui “a passos de formiga e sem vontade”, porque gosto de ir parando no caminho. Eu que já personifiquei admito a minha sensibilidade excêntr ica, mas, acima de tudo, a minha ambição espiritual. Gosto de fidelizar sensações e escrevo para dizer que não me canso. Escrevo para afirmar, de forma cansativa, a minha persistência em ser incansável. As palavras que saem de mim não são verdades absolutas, não são teorias cientificas capazes de resolver equações complexas, tampouco trazem a cura de qualquer cólera vagabunda. Não! São sentimentos em ebulição, em busca de uma simbiose qualquer. Para o outro talvez sejam palavras sem a menor inter-relação, mas- para mim- são sangradas da alma. Reagem ao meu entusiasmo, transf...
Presente pro meu coração! Alegria das minhas manhãs! Companhia das minhas madrugadas! Amor gostoso de receber! Carinho bom de dar! Te amo, Bilbo Bolseiro. (Foto: Mani Jardim)

A Era do Espírito

“Tudo é nada. Até que um dia você descobre que aquele nada era seu Tudo”. Questionar a vida, a existência, a dor, a felicidade. Seria a felicidade um intervalo? Seria o sofrimento um desengano? Irrespondíveis (ou não), a verdade é que as emoções são inerentes do homem. Do homem bom e do homem mau. Estar feliz não é o mesmo que permanecer feliz. Mas então qual o sentido deste sentimento tão abrupto e veloz? Não sabemos. O que fica é a consciência de que tudo é passageiro, instantâneo. A felicidade e a tristeza são instantes, o que nos resta é a memória. E o comportamento de que algo incessantemente precisa ser resgatado. Resgatamos os traumas, os amores, os dias felizes. Ou seja, o que define a vida não são as emoções e sim as lembranças. Independente da particularidade que traz a busca de cada um, o ser humano é absolutamente complexo. Paradoxalmente carrega o status de original e igual. Seria esta a Era do Espírito, uma vez que nos posicionamos em um caminhar em que a gran...

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• » » Debaixo desse céu de ideias. Dessa poluição de anseios. Existe um mar que tudo traz e tudo leva. Na correnteza do tempo nada permanece. Tudo flui. Tudo vai e tudo vem. Abre os braços, fecha os olhos e respira fundo. Que a onda que bate no peito traz o salgado saboroso da vida. Se joga, se molha e deixa o sol torar! « « • (Mani Jardim - trecho de A Fresta de Minha Fossa Abissal)